Amor que nos constrange

Nós amamos porque ele nos amou primeiro. 1 João 4:19

Certo dia fui a um velório da esposa de um colega e me deparei com uma cena que me chamou bastante a atenção: no templo de uma simples igreja o jovem viúvo sentado ao lado do caixão, naturalmente muito triste e reflexivo, possivelmente revivia belas lembranças em sua mente enquanto se despedia de sua amada, e logo um pouco mais atrás dele, estavam também os seus pais, também sentados, que pareciam muito atentos a cada movimento de seu filho.

De longe eu observava que em certos momentos aquela dor experimentada por aquele jovem parecia aumentar de tamanho, o que não era difícil perceber através da intensidade do seu choro que ele não fazia questão de esconder. E estes exatos momentos me levaram a refletir sobre o amor. O que é um verdadeiro amor.

Todas as vezes que o choro do filho, sozinho ao lado do caixão, aumentava, a mãe atrás parecia sentir, de uma maneira amplificada e inexplicável, aquela dor então sentida pelo jovem, e chorava mais ainda. Aquilo parecia para mim, não só um momento de despedida para a família, mas um grande momento de reflexão para quem observava, que me levou a imaginar sobre o que é esse verdadeiro, grandioso e incondicional amor. Um amor tão grande que diante de um momento tão difícil como aquele, fazia com que aquela mulher não tirasse os olhos do seu filho nem sequer por um instante, e ainda ser capaz de sentir a sua dor junto dele, como se estivesse sofrendo mais ainda, não só pela perda da nora, mas pelo tamanho sofrimento do seu próprio filho.

A observar aquela triste, e ao mesmo tempo, edificante cena me veio a memória um pequeno texto bíblico que se encontra no livro de Isaías 49:15 onde o próprio Deus nos diz assim:

“Haverá mãe que possa esquecer seu bebê que ainda mama e não ter compaixão do filho que gerou? Contudo, ainda que ela se esquecesse, Eu jamais me esquecerei de ti!”

Bom, eu não sei se, depois da pequena história real que contei, você consegue imaginar o tamanho deste amor que Ele sente por mim e por você, ou se pelo menos seriamos talvez capazes disso. Capazes de explicar este amor que se compara ao que uma mulher sente por seu filho que ainda amamenta, e diz que ainda que ela venha a se esquecer dele, Ele jamais esquecerá. Um sublime, inexplicável e impressionante amor que, sendo Rei, se fez servo, caminhou entre nós, pecadores, se humilhou e morreu em uma cruz pela minha e pela sua vida. Um amor sem outro igual, que as muitas palavras não poderiam descrever, mas que certamente um coração disposto pode sentir e viver.

Um amor, que não requer nada em troca, que é imerecido, que nem morte nem vida, nem anjos nem demônios, nem o presente nem o futuro, nem quaisquer poderes, nem altura nem profundidade, nem qualquer outra coisa na criação será capaz de nos separar dEle. Um amor que nos constrange, porque estamos convencidos de que um morreu por todos. Pois Ele é o próprio Amor. O nome dEle? Jesus!

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